Artigos Científicos Publicados
-
ARTIGO DE REVISÃO09/09/2026
Contraceptive prescribing for women with systemic lupus erythematosus: critical considerations and recommendations based on disease activity
Femina. 2026;54(7):619-627
Resumo
ARTIGO DE REVISÃOContraceptive prescribing for women with systemic lupus erythematosus: critical considerations and recommendations based on disease activity
Femina. 2026;54(7):619-627
DOI 10.61622/0100-72545472026013
Visualizações0ABSTRACT
Objective
to evaluate the prescription, indications and use of contraceptive methods in women with systemic lupus erythematosus.
Methods
This is a narrative review of articles published in the PubMed, Cochrane and SciELO electronic databases in the last ten years, using the following descriptors: (“contraception” OR “contraceptive methods” OR “birth control” OR “family planning”) AND (“systemic lupus erythematosus” OR “SLE” OR “lupus”).
Results
Recent studies have shown significant shortcomings in contraceptive counseling and the use of effective methods by women with systemic lupus erythematosus, especially those of childbearing age and those taking teratogenic medications. The rate of counseling varies widely between services and is influenced by factors such as advanced age, depressive symptoms, and increased disease activity. Methods with low efficacy, such as coitus interruptus and condoms, are still widely used, even among women with high gestational risk. In addition, inadequate use of combined hormonal contraceptives has been observed in patients with contraindications. The choice of method should consider systemic lupus erythematosus activity, thrombotic risk, and the presence of antiphospholipid antibodies. In patients with positive or unknown antiphospholipid antibodies, the use of combined hormonal contraceptives is contraindicated due to the increased risk of thrombosis. In these cases, the copper intrauterine is considered safe (Category 1). In women with severe thrombocytopenia, most methods are acceptable (Category 2), but initiation of injectable contraceptives or insertion of a copper intrauterine requires caution (Category 3). Patients using immunosuppressants and without antiphospholipid antibodies can use most contraceptive methods, which are mostly classified as Category 2. The copper intrauterine device is considered Category 1 for these patients.
Conclusion
Available studies highlight important gaps in contraceptive counseling for women with systemic lupus erythematosus, with frequent use of contraceptive methods with low efficacy or methods that are clinically contraindicated. Contraceptive choice should be individualized, taking into account disease activity, thrombotic risk, and the presence of antiphospholipid antibodies.
Palavras-chave: ContraceptionContraceptive devicesFamily planningHormonal contraceptivesSystemic lupus erythematosusVer mais -
ARTIGO DE REVISÃO09/09/2026
Prescrição de contraceptivos para mulheres com lúpus eritematoso sistêmico: aspectos críticos e recomendações baseadas na atividade da doença
Femina. 2026;54(7):619-627
Resumo
ARTIGO DE REVISÃOPrescrição de contraceptivos para mulheres com lúpus eritematoso sistêmico: aspectos críticos e recomendações baseadas na atividade da doença
Femina. 2026;54(7):619-627
DOI 10.61622/0100-72545472026013
Visualizações9RESUMO
Objetivo
Avaliar a prescrição, as indicações e o uso de métodos contraceptivos em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico.
Métodos
Trata-se de uma revisão narrativa de artigos publicados nas bases eletrônicas PubMed, Cochrane e SciELO nos últimos dez anos, utilizando os descritores: (“contraception” OR “contraceptive methods” OR “birth control” OR “family planning”) AND (“systemic lupus erythematosus” OR “SLE” OR “lupus”).
Resultados
Estudos recentes apontam falhas importantes no aconselhamento contraceptivo e na utilização de métodos eficazes por mulheres com lúpus eritematoso sistêmico, especialmente aquelas em idade fértil e em uso de medicamentos teratogênicos. A taxa de orientação varia amplamente entre os serviços, sendo influenciada por fatores como idade avançada, sintomas depressivos e maior atividade da doença. Métodos contraceptivos com baixa eficácia, como coito interrompido e preservativos, ainda são amplamente utilizados, mesmo entre mulheres com alto risco gestacional. Além disso, observa-se o uso inadequado de contraceptivos hormonais combinados em pacientes com contraindicações ao seu uso. A escolha do método deve considerar a atividade do lúpus eritematoso sistêmico, o risco trombótico e a presença de anticorpos antifosfolípides. Em pacientes com anticorpos antifosfolípides positivos ou desconhecidos, o uso de contraceptivos hormonais combinados é contraindicado devido ao aumento do risco de trombose. Nesses casos, o dispositivo intrauterino de cobre é considerado seguro (Categoria 1). Em mulheres com trombocitopenia grave, a maioria dos métodos é aceitável (Categoria 2), mas a iniciação de contraceptivos injetáveis ou a inserção do dispositivo intrauterino de cobre requerem cautela (Categoria 3). Já pacientes em uso de imunossupressores e sem anticorpos antifosfolípides podem utilizar a maioria dos métodos contraceptivos, que são classificados, na maioria das vezes, como Categoria 2. O dispositivo intrauterino de cobre é considerado Categoria 1 para essas pacientes.
Conclusão
Os estudos disponíveis demonstram lacunas importantes no aconselhamento contraceptivo de mulheres com lúpus eritematoso sistêmico, com uso frequente de métodos de baixa eficácia ou com contraindicações clínicas para o uso. A escolha do método deve ser individualizada, considerando a atividade da doença, o risco trombótico e a presença de anticorpos antifosfolípides.
Palavras-chave: AnticoncepçãoAnticoncepcionais hormonaisDispositivos anticonceptivosLúpus eritematoso sistêmicoPlanejamento familiarVer mais -
ARTIGO DE REVISÃO09/09/2026
Impactos do diagnóstico das anomalias congênitas na saúde mental materna: revisão integrativa da literatura
Femina. 2026;54(7):608-618
Resumo
ARTIGO DE REVISÃOImpactos do diagnóstico das anomalias congênitas na saúde mental materna: revisão integrativa da literatura
Femina. 2026;54(7):608-618
DOI 10.61622/0100-72545472026012
Visualizações4RESUMO
O diagnóstico de anomalias congênitas está relacionado a impactos na saúde mental materna, pois provoca o rompimento da maternidade idealizada e, como efeito, sentimentos de ansiedade, depressão, luto e ideação suicida. A abordagem da saúde mental nas políticas públicas é essencialmente patológica, deixando à margem os aspectos emocionais, afetivos e/ou psicológicos. Políticas públicas, como o Pré-Natal Psicológico, o Projeto de Lei nº 1.567/2023, a Lei nº 14.721/2023 e a Lei nº 15.139/2025 (antigo Projeto de Lei nº 1.640/2022), são avanços na promoção da saúde mental das gestantes e das mães no Brasil, pois buscam proporcionar, considerando as diretrizes do Sistema Único de Saúde e o conceito ampliado de saúde, um cuidado integral. Considerando a atualidade e a relevância da temática para a saúde materno-infantil, é essencial acompanhar e avaliar os avanços e desafios relacionados à implementação dessas políticas.
Palavras-chave: Anomalias congênitasAssistência integral à saúdeAssistência perinatalSaúde da mulherSaúde mentalVer mais
-
ARTIGO ORIGINAL09/09/2026
Associação dos fatores de risco e achados colposcópicos ao grau das lesões intraepiteliais de vagina
Femina. 2026;54(7):601-607
Resumo
ARTIGO ORIGINALAssociação dos fatores de risco e achados colposcópicos ao grau das lesões intraepiteliais de vagina
Femina. 2026;54(7):601-607
DOI 10.61622/0100-72545472026011
Visualizações4Ver maisRESUMO
Objetivo
Avaliar a associação de fatores de risco e achados colposcópicos com o grau das neoplasias intraepiteliais vaginais (NIVA). Como objetivo secundário, determinar a taxa de recorrência de lesões de alto grau e o tempo médio para recorrência.
Métodos
Estudo analítico, retrospectivo e observacional, baseado na revisão de prontuários de pacientes atendidas no Ambulatório de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná entre novembro de 2002 e julho de 2024. Foram incluídas pacientes com suspeita de neoplasias intraepiteliais vaginais e com seguimento mínimo de 12 meses. Prontuários incompletos ou colposcopias inadequadas foram excluídos. A análise estatística utilizou frequências, percentuais, teste exato de Fisher e regressão logística binária, com p < 0,05.
Resultados
A história prévia de neoplasia intraepitelial cervical/neoplasia intraepitelial vaginal/neoplasia intraepitelial anal apresentou associação com NIVA 3 (p = 0,026). Os demais fatores de risco não apresentaram significância estatística, possivelmente pela limitação amostral. Quanto aos achados colposcópicos, o epitélio acetobranco foi o predominante (>70%). Houve concordância entre colposcopia de baixo grau e NIVA 1 (p = 0,045), bem como entre colposcopia de alto grau e NIVA 2/3 ou câncer microinvasor (p = 0,025). Lesões localizadas em cúpula vaginal foram associadas a alto grau (p = 0,032). No seguimento, a taxa de recorrência foi de 37,9%, com tempo médio de 30 meses.
Conclusão
Os achados reforçam a importância do seguimento de lesões intraepiteliais do trato genital inferior mesmo após histerectomia. A concordância da colposcopia com o grau da lesão evidencia a utilidade do exame para a detecção de lesões vaginais.
-
ARTIGO ORIGINAL09/09/2026
The influence of physical exercise on delivery and maternal-fetal health in patients hospitalized in a public maternity hospital in Paraná (Brazil)
Femina. 2026;54(7):594-600
Resumo
ARTIGO ORIGINALThe influence of physical exercise on delivery and maternal-fetal health in patients hospitalized in a public maternity hospital in Paraná (Brazil)
Femina. 2026;54(7):594-600
DOI 10.61622/0100-72545472026010
Visualizações0Ver maisABSTRACT
Objective
To analyze the influence of physical activity on childbirth data and maternal-fetal health in pregnant women attended at a public maternity hospital in Paraná (Brazil).
Methods
A cross-sectional observational study was designed, based on data obtained from medical records and the application of a questionnaire. Data collection was carried out at the maternity ward of the Hospital do Trabalhador (HT) in Curitiba-Paraná, from November 2022 to May 2023. The sample size calculation was based on the number of births per year at the service, resulting in 361 women. The study was approved by the Research Ethics Committee (CAAE: 63614822.0.0000.0093).
Results
Of the respondents, 211 (58.6) did not exercise during pregnancy, while 150 (41.4) did. It was identified that 188 (52.1) women received no medical guidance on the subject. Among those who didn’t exercise, there was a slight prevalence of cesarean delivery: 102 (28.3) normal deliveries versus 110 (30.5) cesareans. Additionally, the laceration rate was higher in those who did not exercise (79% or 41.8%). Furthermore, those who did not exercise had greater gestational weight gain and a higher rate of childbirth complications. Moreover, pelvic floor muscle training showed a significant role in the mode of delivery and the laceration rate.
Conclusion
It was found that physical activity during pregnancy positively influences delivery-related outcomes, such as the mode of delivery, laceration rate, gestational weight gain, and the occurrence of complications. However, no significant associations were observed with neonatal outcomes, such as the Apgar score. It is concluded that physical activity contributes to better maternal outcomes, but its impact on fetal health appears to be limited or dependent on other factors.
-
ARTIGO ORIGINAL09/09/2026
A rápida expansão e a qualidade da educação médica no Brasil
Femina. 2026;54(7):586-593
Resumo
ARTIGO ORIGINALA rápida expansão e a qualidade da educação médica no Brasil
Femina. 2026;54(7):586-593
DOI 10.61622/0100-7254547202609
Visualizações4RESUMO
Objetivo
Descrever e comparar a expansão das escolas médicas e das vagas autorizadas no Brasil e no estado de São Paulo entre 2013 e 2026, segundo a categoria administrativa, e analisar o desempenho institucional no conceito Enade derivado do Enamed 2025.
Métodos
Estudo observacional, descritivo e transversal, baseado em dados secundários públicos do sistema eMEC, coletados em julho de 2026. Foram incluídos todos os cursos de Medicina ativos no Brasil. Avaliaram-se o número de escolas, as vagas autorizadas, a categoria administrativa e o conceito Enade 2025. Instituições municipais e especiais foram agrupadas em uma única categoria. Os resultados foram apresentados por frequências absolutas e relativas.
Resultados
Entre 2013 e 2026, o número de escolas médicas aumentou de 221 para 426 no Brasil (+92,8%) e de 39 para 78 em São Paulo (+100,0%). As vagas passaram de 27.544 para 46.250 no país (+67,9%) e de 5.562 para 9.522 no estado (+71,2%). A expansão foi predominantemente privada, especialmente entre instituições com fins lucrativos, que passaram de 51 para 158 escolas no Brasil e de 8 para 24 em São Paulo. Entre as instituições com conceito Enade disponível, 87,5% das federais e 84,6% das estaduais brasileiras obtiveram conceitos 4 ou 5. Entre as privadas com fins lucrativos, 57,8% receberam conceitos 1 ou 2. Em São Paulo, todas as instituições estaduais obtiveram conceito 5, enquanto 64,7% das privadas com fins lucrativos apresentaram conceitos 1 ou 2.
Conclusão
A rápida expansão da educação médica predominou no setor privado. Os resultados evidenciam importantes diferenças de desempenho entre as categorias administrativas, com instituições públicas federais e estaduais concentrando conceitos Enade elevados. Assim, evidencia-se que a expansão quantitativa não foi acompanhada por um padrão homogêneo de desempenho educacional.
Palavras-chave: Educação médicaEscolas MédicasPolíticas públicasQualidade da Educação SuperiorRegulação em SaúdeVer mais
-
PROTOCOLO09/09/2026
Síndrome geniturinária da menopausa
Femina. 2026;54(7):581-585
Resumo
PROTOCOLOSíndrome geniturinária da menopausa
Femina. 2026;54(7):581-585
DOI 10.61622/0100-7254547202608
Visualizações9Highlights
1.A síndrome geniturinária da menopausa é uma síndrome crônica com múltiplos sinais e sintomas relacionados aos tecidos geniturinário, devido à perda de estrogênio na pós-menopausa.
2.As manifestações clínicas podem variar de discretas a intensas, com repercussões sobre função geniturinária, sexual, relações interpessoais e qualidade de vida.
3.Lubrificantes e hidratantes vaginais podem ser utilizados como opção terapêutica inicial para mulheres com sintomas leves da síndrome geniturinária da menopausa.
4.Hidratantes vaginais geralmente contêm agentes bioadesivos, como ácido poliacrílico, ácido hialurônico ou policarbofila, que promovem melhora da lubrificação local.
5.A hidratação vulvar auxilia na preservação da integridade cutânea genital, prevenindo irritações, ressecamento e desconfortos relacionados a condições como o ressecamento vulvar.
6.O estrogênio vaginal, seja na forma de comprimidos, cápsulas, óvulos ou cremes, é o tratamento-padrão mais eficaz e o mais recomendado para casos de síndrome geniturinária da menopausa moderada a grave.
Palavras-chave: Atrofia vulvovaginalEstrogênioHidratantesLubrificantesMenopausaSíndrome geniturinária da menopausaVer mais
-
PROTOCOLO09/09/2026
Gestações múltiplas: diagnóstico, avaliação e conduta nas gestações não complicadas
Femina. 2026;54(7):572-580
Resumo
PROTOCOLOGestações múltiplas: diagnóstico, avaliação e conduta nas gestações não complicadas
Femina. 2026;54(7):572-580
DOI 10.61622/0100-7254547202607
Visualizações4Ver maisHighlights
1.A idade gestacional deve ser datada no primeiro trimestre por meio do comprimento cabeça-nádegas do maior feto.
2. A corionicidade deve ser definida, e o período ideal é de 11 a 13 semanas e 6 dias, por meio do sinal do Lambda (dicoriônica) ou do sinal do T (monocoriônica).
3.É importante identificar os gemelares para que eles possam ser seguidos em ultrassonografias futuras.
4.Nas gestações monocoriônicas, o cálculo de risco é baseado no risco médio dos dois fetos (soma das medidas das /2), enquanto nas gestações dicoriônicas, o cálculo é feito individualmente.
5.O acompanhamento pré-natal das gestações gemelares dicoriônicas deve ocorrer a cada 4 semanas e, nas monocoriônicas, quinzenalmente.
6.A cerclagem e a utilização de progesterona vaginal devem ser feitas nos casos em que o colo é menor que 25 mm. Não está indicado o uso de qualquer método profilático em gestações gemelares com colo normal, a menos que haja passado de incompetência istmo-cervical.
7.O parto deve ocorrer: nas gestações dicoriônicas diamnióticas, com 38 semanas; nas gestações monocoriônicas diamnióticas, com 36 semanas e nas gestações monocoriônicas monoamnióticas entre 32 e 34 semanas.

-
PROTOCOLO05/05/2026
Sangramento uterino anormal
Femina. 2026;54(3):277-235
Resumo
PROTOCOLOSangramento uterino anormal
Femina. 2026;54(3):277-235
DOI 10.61622/0100-7254543202609
Visualizações1583HIGHLIGHTS
1.Sangramento uterino anormal consiste na primeira causa de procura por atendimento ginecológico, com dados demonstrando que três em cada dez mulheres brasileiras apresentam essa condição, com destaque ao sangramento intermenstrual.
2.De acordo com a International Federation of Gynecology and Obstetrics, são considerados anormais ciclos que durem menos de 24 dias ou mais de 38 dias, com fluxo menstrual por 8 dias ou mais e volume de perda sanguínea referido pela mulher como intenso.
3.As principais causas de sangramento uterino anormal são resumidas no mnemônico PALM-COEIN, dividindo-as em estruturais e não estruturais.
4.O diagnóstico da etiologia do sangramento uterino anormal é fundamental para estabelecimento de tratamentos específicos, direcionados à causa, que podem ser clínicos ou cirúrgicos, visando não apenas ao controle da quantidade de sangue perdida, mas também à qualidade de vida da mulher com sangramento uterino anormal.
5.Em geral, a primeira linha de tratamento do sangramento uterino anormal é medicamentosa, destinando-se o tratamento cirúrgico à falha ou contraindicação a tratamento clínico ou a casos de instabilidade hemodinâmica importante.
Palavras-chave: Hemorragia uterinaMenstruaçãoVer mais
-
PROTOCOLO07/01/2026
Rastreamento e propedêutica do câncer de mama
Femina. 2025;53(10):1181-1188
Resumo
PROTOCOLORastreamento e propedêutica do câncer de mama
Femina. 2025;53(10):1181-1188
DOI 10.61622/0100-72545310202506
Visualizações1010HIGHLIGHTS
1. Este protocolo abordará a questão do rastreamento do câncer de mama, baseado inteiramente na recomendação publicada pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e alguns tópicos da propedêutica mamária.
Palavras-chave: Biópsia, BI-RADS®Estadiamento de neoplasiasNeoplasias da mamaProgramas de rastreamentoPropedêuticaVer mais
-
PROTOCOLO05/05/2025
Protocolos Febrasgo – Apresentação
Femina. 2025;53(1):1-1
Resumo
PROTOCOLOProtocolos Febrasgo – Apresentação
Femina. 2025;53(1):1-1
DOI 10.61622/0100-7254531202503
Visualizações907A literatura médica evolui a passos rápidos, e a Ginecologia e a Obstetrícia são áreas da saúde influenciadas nas suas práticas clínicas pelas constantes modificações nos protocolos clínicos (PCs). Os PCs são ferramentas importantes para orientação dos profissionais nas suas atividades do dia a dia de consultório e/ou hospitais e são frequentemente editados pelas diferentes […]Ver mais -
PROTOCOLO24/03/2026
Infecção pelo vírus do herpes simples na gravidez
Femina. 2026;54(2):122-126
Resumo
PROTOCOLOInfecção pelo vírus do herpes simples na gravidez
Femina. 2026;54(2):122-126
DOI 10.61622/0100-7254542202607
Visualizações808Ver maisHIGHLIGHTS
1. Avaliar no pré-natal a história de herpes genital (HG) da paciente e/ou do seu parceiro. Na situação de HG no parceiro recomendar abstinência sexual no terceiro trimestre,
2. Na gestação, a suspeita de infecção por HG pode ser confirmada utilizando testes laboratoriais, preferencialmente com PCR para HSV 1 e 2, sempre que disponível. O diagnóstico diferencial deve ser feito com a sífilis e o herpes-zóster.
3. O tratamento das crises deve ser feito com aciclovir ou valaciclovir e a duração do tratamento dependerá se é o primeiro episódio de HG adquirido na gravidez ou se são episódios recorrentes de HG preexistente. Quando o HG for adquirido no terceiro trimestre, a manutenção da terapia antiviral até o parto deve ser considerada.
4. Gestantes com história clínica de HG prévio ou contraído durante a gravidez devem receber terapia antiviral supressiva a partir das 36 semanas, podendo ser iniciada antes quando houver risco de parto prematuro.
5. Devido ao aumento da depuração renal, a dose usada para terapia supressiva na infecção recorrente na gravidez é maior que aquelas usada em mulheres não grávidas.
6. Na ruptura pré-termo de membranas com presença de lesões ativas de HG o tempo de exposição fetal deve ser reduzido, mas abaixo de 34 semanas os riscos de HSV neonatal e da prematuridade precisam ser avaliados. Quando o manejo expectante for escolhido, o uso de antivirais é recomendado.
7. A cesárea deve ser indicada: Na presença de lesões ativas ou sinais prodrômicos bem definidos (dor ou queimação vulvar no momento do parto), diante da possibilidade de eliminação viral. Se a infecção primária ocorrer no terceiro trimestre ou pelo menos 6 semanas antes do parto
8. O pediatra precisa ser informado quando houver situações de exposição intraútero, periparto ou neonatal.

-
APRENDENDO COM OS ESPECIALISTAS06/05/2025
Amenorreia secundária: algoritmo diagnóstico
Femina. 2025;53(2):138-143
Resumo
APRENDENDO COM OS ESPECIALISTASAmenorreia secundária: algoritmo diagnóstico
Femina. 2025;53(2):138-143
DOI 10.61622/0100-7254532202506
Visualizações789Ver maisRESUMO
A amenorreia é um sintoma caracterizado pela ausência ou cessação anormal da menstruação. Pode ser classificada em primária e secundária, sendo esta última definida como ausência da menstruação por tempo igual ou superior a três meses em uma mulher com ciclos menstruais previamente regulares ou igual ou superior a seis meses em qualquer mulher com pelo menos uma menstruação espontânea anterior. A maioria das causas associadas à amenorreia pode ser classificada em fisiológica ou não fisiológica, em que se destacam a gestação, amamentação, menopausa, anormalidades do trato de saída, insuficiência ovariana, distúrbios hipotalâmicos ou hipofisários, outros distúrbios sistêmicos e induzidos por medicamentos. Para que o tratamento seja conduzido de maneira adequada, é necessário que o diagnóstico preciso da etiologia seja conduzido. Dessa sorte, temos por objetivo comentar alguns aspectos relativos ao algoritmo diagnóstico da amenorreia secundária.

-
PROTOCOLO05/05/2026
Náuseas e vômitos na gravidez
Femina. 2026;54(3):220-226
Resumo
PROTOCOLONáuseas e vômitos na gravidez
Femina. 2026;54(3):220-226
DOI 10.61622/0100-7254543202608
Visualizações716HIGHLIGHTS
1.As náuseas e vômitos podem atingir até 85% das gestantes, mas a hiperêmese gravídica, sua forma mais grave, atinge entre 0,3% e 3% das gestações.
2.A hiperêmese gravídica é um diagnóstico de exclusão. Os diagnósticos diferenciais incluem doenças do trato gastrointestinal ou urinário, sistema nervoso central, condições metabólicas ou da própria gravidez.
3.A fisiopatologia não está bem estabelecida. A história pessoal de náuseas, enxaqueca ou hiperêmese em gestação anterior, gestação atual com maior massa placentária (ex.: gestação múltipla ou molar) ou história familiar são fatores de risco para a hiperêmese.
4.O escore Pregnancy Unique Quantification of Emesis (PUQE) pode ser útil para avaliação da melhora dos sintomas e resposta ao tratamento. Pontuação PUQE superior a 6 sugere quadro moderado ou grave.
5.Exames laboratoriais não costumam ser necessários em quadros leves. Para a avaliação de quadros moderados ou graves e para o diagnóstico diferencial, sugere-se a avaliação com hemograma, ionograma, sorologias, testes de função renal, hepática e tireoideana, amilase, sumário de urina e urocultura.
6.Quadros leves podem ser manejados ambulatorialmente. Deve-se fazer orientações dietéticas e orientar a hidratação oral. Piridoxina e anti-histamínicos podem ser utilizados, bem como a ondansetrona e a metoclopramida orais.
7.Quadros moderados ou graves exigem avaliação quanto à admissão hospitalar e cuidado por equipe multidisciplinar, de preferência que inclua avaliação nutricional e psicológica.
8.Em mulheres internadas, deve-se preferir hidratação e medicações por via venosa. Ondansetrona e a metoclopramida venosas devem ser a primeira e a segunda escolha, respectivamente. Em caso de refratariedade dos sintomas, podem-se utilizar as fenotiazinas (prometazina, proclorperazina ou clorpromazina).
Palavras-chave: GravidezHiperêmese gravídicaVer mais
-
PROTOCOLO26/12/2025
Anticoncepção hormonal combinada
Femina. 2025;53(12):1382-1389
Resumo
PROTOCOLOAnticoncepção hormonal combinada
Femina. 2025;53(12):1382-1389
DOI 10.61622/0100-72545312202505
Visualizações658HIGHLIGHTS1. O planejamento reprodutivo começa com orientação contraceptiva eficiente, com linguagem simples e clara. As dúvidas precisam ser dirimidas antes do início do método. O seguimento próximo no primeiro ano aumenta as chances de continuidade de uso.2.Métodos contraceptivos hormonais combinados são seguros e eficazes, quando bem indicados. O uso dos Critérios de Elegibilidade da Organização […]Ver mais -
FEBRASGO POSITION STATEMENT02/06/2026
Anemia ferropriva na gestação: prevenção, diagnóstico e tratamento Número 5 – 2026
Femina. 2026;54(4):296-305
Resumo
FEBRASGO POSITION STATEMENTAnemia ferropriva na gestação: prevenção, diagnóstico e tratamento Número 5 – 2026
Femina. 2026;54(4):296-305

-
Residência Médica14/05/2025
Logbook Febrasgo: a ferramenta para o dia a dia do médico-residente
Femina. 2024;52(9):567-568
Resumo
Residência MédicaLogbook Febrasgo: a ferramenta para o dia a dia do médico-residente
Femina. 2024;52(9):567-568
DOI 10.61622/0100-72545292024RM
Visualizações34INTRODUÇÃOEm uma iniciativa inovadora, a Febrasgo colocou em funcionamento o seu Logbook eletrônico, que está disponível a todos os médicos-residentes em Ginecologia e Obstetrícia no Brasil. A ferramenta está incluída no aplicativo da Febrasgo e já está em operação.O logbook é o diário de bordo do médico-residente. Por meio da ferramenta, o residente registra todos […]Ver mais
-
Residência Médica14/05/2025
A complexidade de ser um preceptor da Residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia. Dos atributos às estratégias de treinamento
Femina. 2024;52(8):489-495
Resumo
Residência MédicaA complexidade de ser um preceptor da Residência Médica de Ginecologia e Obstetrícia. Dos atributos às estratégias de treinamento
Femina. 2024;52(8):489-495
DOI 10.61622/0100-72545282024RM
Visualizações39A FIGURA DO PRECEPTORA figura do preceptor está presente na educação médica há muito tempo. Se a Residência Médica como tal é reconhecida desde 1889, quando foi implantada na Universidade Johns Hopkins por William Halsted, o aprendizado dos médicos mais jovens com aqueles de maior experiência é reconhecido desde os primórdios da civilização.()Iniciada em 1945, […]Ver mais
-
ARTIGO DE REVISÃO09/09/2026
Contraceptive prescribing for women with systemic lupus erythematosus: critical considerations and recommendations based on disease activity
Femina. 2026;54(7):619-627
Resumo
ARTIGO DE REVISÃOContraceptive prescribing for women with systemic lupus erythematosus: critical considerations and recommendations based on disease activity
Femina. 2026;54(7):619-627
DOI 10.61622/0100-72545472026013
Visualizações0ABSTRACT
Objective
to evaluate the prescription, indications and use of contraceptive methods in women with systemic lupus erythematosus.
Methods
This is a narrative review of articles published in the PubMed, Cochrane and SciELO electronic databases in the last ten years, using the following descriptors: (“contraception” OR “contraceptive methods” OR “birth control” OR “family planning”) AND (“systemic lupus erythematosus” OR “SLE” OR “lupus”).
Results
Recent studies have shown significant shortcomings in contraceptive counseling and the use of effective methods by women with systemic lupus erythematosus, especially those of childbearing age and those taking teratogenic medications. The rate of counseling varies widely between services and is influenced by factors such as advanced age, depressive symptoms, and increased disease activity. Methods with low efficacy, such as coitus interruptus and condoms, are still widely used, even among women with high gestational risk. In addition, inadequate use of combined hormonal contraceptives has been observed in patients with contraindications. The choice of method should consider systemic lupus erythematosus activity, thrombotic risk, and the presence of antiphospholipid antibodies. In patients with positive or unknown antiphospholipid antibodies, the use of combined hormonal contraceptives is contraindicated due to the increased risk of thrombosis. In these cases, the copper intrauterine is considered safe (Category 1). In women with severe thrombocytopenia, most methods are acceptable (Category 2), but initiation of injectable contraceptives or insertion of a copper intrauterine requires caution (Category 3). Patients using immunosuppressants and without antiphospholipid antibodies can use most contraceptive methods, which are mostly classified as Category 2. The copper intrauterine device is considered Category 1 for these patients.
Conclusion
Available studies highlight important gaps in contraceptive counseling for women with systemic lupus erythematosus, with frequent use of contraceptive methods with low efficacy or methods that are clinically contraindicated. Contraceptive choice should be individualized, taking into account disease activity, thrombotic risk, and the presence of antiphospholipid antibodies.
Palavras-chave: ContraceptionContraceptive devicesFamily planningHormonal contraceptivesSystemic lupus erythematosusVer mais -
ARTIGO DE REVISÃO09/09/2026
Prescrição de contraceptivos para mulheres com lúpus eritematoso sistêmico: aspectos críticos e recomendações baseadas na atividade da doença
Femina. 2026;54(7):619-627
Resumo
ARTIGO DE REVISÃOPrescrição de contraceptivos para mulheres com lúpus eritematoso sistêmico: aspectos críticos e recomendações baseadas na atividade da doença
Femina. 2026;54(7):619-627
DOI 10.61622/0100-72545472026013
Visualizações9RESUMO
Objetivo
Avaliar a prescrição, as indicações e o uso de métodos contraceptivos em mulheres com lúpus eritematoso sistêmico.
Métodos
Trata-se de uma revisão narrativa de artigos publicados nas bases eletrônicas PubMed, Cochrane e SciELO nos últimos dez anos, utilizando os descritores: (“contraception” OR “contraceptive methods” OR “birth control” OR “family planning”) AND (“systemic lupus erythematosus” OR “SLE” OR “lupus”).
Resultados
Estudos recentes apontam falhas importantes no aconselhamento contraceptivo e na utilização de métodos eficazes por mulheres com lúpus eritematoso sistêmico, especialmente aquelas em idade fértil e em uso de medicamentos teratogênicos. A taxa de orientação varia amplamente entre os serviços, sendo influenciada por fatores como idade avançada, sintomas depressivos e maior atividade da doença. Métodos contraceptivos com baixa eficácia, como coito interrompido e preservativos, ainda são amplamente utilizados, mesmo entre mulheres com alto risco gestacional. Além disso, observa-se o uso inadequado de contraceptivos hormonais combinados em pacientes com contraindicações ao seu uso. A escolha do método deve considerar a atividade do lúpus eritematoso sistêmico, o risco trombótico e a presença de anticorpos antifosfolípides. Em pacientes com anticorpos antifosfolípides positivos ou desconhecidos, o uso de contraceptivos hormonais combinados é contraindicado devido ao aumento do risco de trombose. Nesses casos, o dispositivo intrauterino de cobre é considerado seguro (Categoria 1). Em mulheres com trombocitopenia grave, a maioria dos métodos é aceitável (Categoria 2), mas a iniciação de contraceptivos injetáveis ou a inserção do dispositivo intrauterino de cobre requerem cautela (Categoria 3). Já pacientes em uso de imunossupressores e sem anticorpos antifosfolípides podem utilizar a maioria dos métodos contraceptivos, que são classificados, na maioria das vezes, como Categoria 2. O dispositivo intrauterino de cobre é considerado Categoria 1 para essas pacientes.
Conclusão
Os estudos disponíveis demonstram lacunas importantes no aconselhamento contraceptivo de mulheres com lúpus eritematoso sistêmico, com uso frequente de métodos de baixa eficácia ou com contraindicações clínicas para o uso. A escolha do método deve ser individualizada, considerando a atividade da doença, o risco trombótico e a presença de anticorpos antifosfolípides.
Palavras-chave: AnticoncepçãoAnticoncepcionais hormonaisDispositivos anticonceptivosLúpus eritematoso sistêmicoPlanejamento familiarVer mais -
ARTIGO DE REVISÃO09/09/2026
Impactos do diagnóstico das anomalias congênitas na saúde mental materna: revisão integrativa da literatura
Femina. 2026;54(7):608-618
Resumo
ARTIGO DE REVISÃOImpactos do diagnóstico das anomalias congênitas na saúde mental materna: revisão integrativa da literatura
Femina. 2026;54(7):608-618
DOI 10.61622/0100-72545472026012
Visualizações4RESUMO
O diagnóstico de anomalias congênitas está relacionado a impactos na saúde mental materna, pois provoca o rompimento da maternidade idealizada e, como efeito, sentimentos de ansiedade, depressão, luto e ideação suicida. A abordagem da saúde mental nas políticas públicas é essencialmente patológica, deixando à margem os aspectos emocionais, afetivos e/ou psicológicos. Políticas públicas, como o Pré-Natal Psicológico, o Projeto de Lei nº 1.567/2023, a Lei nº 14.721/2023 e a Lei nº 15.139/2025 (antigo Projeto de Lei nº 1.640/2022), são avanços na promoção da saúde mental das gestantes e das mães no Brasil, pois buscam proporcionar, considerando as diretrizes do Sistema Único de Saúde e o conceito ampliado de saúde, um cuidado integral. Considerando a atualidade e a relevância da temática para a saúde materno-infantil, é essencial acompanhar e avaliar os avanços e desafios relacionados à implementação dessas políticas.
Palavras-chave: Anomalias congênitasAssistência integral à saúdeAssistência perinatalSaúde da mulherSaúde mentalVer mais
-
ARTIGO ORIGINAL09/09/2026
Associação dos fatores de risco e achados colposcópicos ao grau das lesões intraepiteliais de vagina
Femina. 2026;54(7):601-607
Resumo
ARTIGO ORIGINALAssociação dos fatores de risco e achados colposcópicos ao grau das lesões intraepiteliais de vagina
Femina. 2026;54(7):601-607
DOI 10.61622/0100-72545472026011
Visualizações4Ver maisRESUMO
Objetivo
Avaliar a associação de fatores de risco e achados colposcópicos com o grau das neoplasias intraepiteliais vaginais (NIVA). Como objetivo secundário, determinar a taxa de recorrência de lesões de alto grau e o tempo médio para recorrência.
Métodos
Estudo analítico, retrospectivo e observacional, baseado na revisão de prontuários de pacientes atendidas no Ambulatório de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná entre novembro de 2002 e julho de 2024. Foram incluídas pacientes com suspeita de neoplasias intraepiteliais vaginais e com seguimento mínimo de 12 meses. Prontuários incompletos ou colposcopias inadequadas foram excluídos. A análise estatística utilizou frequências, percentuais, teste exato de Fisher e regressão logística binária, com p < 0,05.
Resultados
A história prévia de neoplasia intraepitelial cervical/neoplasia intraepitelial vaginal/neoplasia intraepitelial anal apresentou associação com NIVA 3 (p = 0,026). Os demais fatores de risco não apresentaram significância estatística, possivelmente pela limitação amostral. Quanto aos achados colposcópicos, o epitélio acetobranco foi o predominante (>70%). Houve concordância entre colposcopia de baixo grau e NIVA 1 (p = 0,045), bem como entre colposcopia de alto grau e NIVA 2/3 ou câncer microinvasor (p = 0,025). Lesões localizadas em cúpula vaginal foram associadas a alto grau (p = 0,032). No seguimento, a taxa de recorrência foi de 37,9%, com tempo médio de 30 meses.
Conclusão
Os achados reforçam a importância do seguimento de lesões intraepiteliais do trato genital inferior mesmo após histerectomia. A concordância da colposcopia com o grau da lesão evidencia a utilidade do exame para a detecção de lesões vaginais.
-
ARTIGO ORIGINAL09/09/2026
The influence of physical exercise on delivery and maternal-fetal health in patients hospitalized in a public maternity hospital in Paraná (Brazil)
Femina. 2026;54(7):594-600
Resumo
ARTIGO ORIGINALThe influence of physical exercise on delivery and maternal-fetal health in patients hospitalized in a public maternity hospital in Paraná (Brazil)
Femina. 2026;54(7):594-600
DOI 10.61622/0100-72545472026010
Visualizações0Ver maisABSTRACT
Objective
To analyze the influence of physical activity on childbirth data and maternal-fetal health in pregnant women attended at a public maternity hospital in Paraná (Brazil).
Methods
A cross-sectional observational study was designed, based on data obtained from medical records and the application of a questionnaire. Data collection was carried out at the maternity ward of the Hospital do Trabalhador (HT) in Curitiba-Paraná, from November 2022 to May 2023. The sample size calculation was based on the number of births per year at the service, resulting in 361 women. The study was approved by the Research Ethics Committee (CAAE: 63614822.0.0000.0093).
Results
Of the respondents, 211 (58.6) did not exercise during pregnancy, while 150 (41.4) did. It was identified that 188 (52.1) women received no medical guidance on the subject. Among those who didn’t exercise, there was a slight prevalence of cesarean delivery: 102 (28.3) normal deliveries versus 110 (30.5) cesareans. Additionally, the laceration rate was higher in those who did not exercise (79% or 41.8%). Furthermore, those who did not exercise had greater gestational weight gain and a higher rate of childbirth complications. Moreover, pelvic floor muscle training showed a significant role in the mode of delivery and the laceration rate.
Conclusion
It was found that physical activity during pregnancy positively influences delivery-related outcomes, such as the mode of delivery, laceration rate, gestational weight gain, and the occurrence of complications. However, no significant associations were observed with neonatal outcomes, such as the Apgar score. It is concluded that physical activity contributes to better maternal outcomes, but its impact on fetal health appears to be limited or dependent on other factors.
-
ARTIGO ORIGINAL09/09/2026
A rápida expansão e a qualidade da educação médica no Brasil
Femina. 2026;54(7):586-593
Resumo
ARTIGO ORIGINALA rápida expansão e a qualidade da educação médica no Brasil
Femina. 2026;54(7):586-593
DOI 10.61622/0100-7254547202609
Visualizações4RESUMO
Objetivo
Descrever e comparar a expansão das escolas médicas e das vagas autorizadas no Brasil e no estado de São Paulo entre 2013 e 2026, segundo a categoria administrativa, e analisar o desempenho institucional no conceito Enade derivado do Enamed 2025.
Métodos
Estudo observacional, descritivo e transversal, baseado em dados secundários públicos do sistema eMEC, coletados em julho de 2026. Foram incluídos todos os cursos de Medicina ativos no Brasil. Avaliaram-se o número de escolas, as vagas autorizadas, a categoria administrativa e o conceito Enade 2025. Instituições municipais e especiais foram agrupadas em uma única categoria. Os resultados foram apresentados por frequências absolutas e relativas.
Resultados
Entre 2013 e 2026, o número de escolas médicas aumentou de 221 para 426 no Brasil (+92,8%) e de 39 para 78 em São Paulo (+100,0%). As vagas passaram de 27.544 para 46.250 no país (+67,9%) e de 5.562 para 9.522 no estado (+71,2%). A expansão foi predominantemente privada, especialmente entre instituições com fins lucrativos, que passaram de 51 para 158 escolas no Brasil e de 8 para 24 em São Paulo. Entre as instituições com conceito Enade disponível, 87,5% das federais e 84,6% das estaduais brasileiras obtiveram conceitos 4 ou 5. Entre as privadas com fins lucrativos, 57,8% receberam conceitos 1 ou 2. Em São Paulo, todas as instituições estaduais obtiveram conceito 5, enquanto 64,7% das privadas com fins lucrativos apresentaram conceitos 1 ou 2.
Conclusão
A rápida expansão da educação médica predominou no setor privado. Os resultados evidenciam importantes diferenças de desempenho entre as categorias administrativas, com instituições públicas federais e estaduais concentrando conceitos Enade elevados. Assim, evidencia-se que a expansão quantitativa não foi acompanhada por um padrão homogêneo de desempenho educacional.
Palavras-chave: Educação médicaEscolas MédicasPolíticas públicasQualidade da Educação SuperiorRegulação em SaúdeVer mais
Busca
Pesquisar em:
INDEXADORES
ANAGO
Do Sudeste ao Norte: trajetórias que fortalecem a nossa especialidade
Por Letícia Martins Nesta edição, vamos conhecer mais dois acadêmicos titulares da Academia Nacional de Ginecologia e Obstetrícia (Anago) que ocupam as cadeiras nºs 27 e 28. De um lado, o professor mineiro Dr. Lucas Vianna Machado, que trilhou uma vida inteira dedicada à formação de gerações de ginecologistas e ao estudo profundo da endocrinologia […]
FEDERADAS
Liderança que inspira mudanças na área da ginecologia do Maranhão Primeira vez no cargo, a médica maranhense Fernanda Arcoverde une paixão pela profissão e força feminina para transformar a Sogima em referência de educação médica continuada
Por Letícia Martins Aos 18 anos, ela deixou São Luís rumo ao Rio de Janeiro, movida pelo sonho de se tornar médica. Formou-se em Medicina, especializou-se em ginecologia e cirurgia minimamente invasiva, e voltou às raízes para retribuir ao estado que a viu nascer. Agora, a Dra. Fernanda Arcoverde assume pela primeira vez a presidência […]
ENTREVISTAS
Ultrassonografia obstétrica: mais do que imagem, ciência que salva vidas
Especialistas analisam o papel estratégico do ultrassom em cada trimestre gestacional, seus avanços tecnológicos e os riscos clínicos de negligenciar essa ferramenta essencial Por Leticia Martins A ultrassonografia obstétrica transformou radicalmente o pré-natal. Antes conduzido com base em dados clínicos indiretos, como altura uterina, movimentação fetal e ausculta dos batimentos cardíacos, o exame trouxe precisão […]
Febrasgo inaugura Centro de Treinamento e Simulação para profissionais da Ginecologia e Obstetrícia
O objetivo é melhorar a capacidade de resposta dos profissionais durante momentos de emergência, garantindo maior segurança para profissionais e pacientes A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) iniciou, no último dia 23 de novembro, as atividades do seu Centro de Treinamento e Simulação com o lançamento do curso especializado em Tocoginecologia e […]


