PROTOCOLO Archives - Femina

  • PROTOCOLO02/06/2026

    Rubéola na gestação

    Femina. 2026;54(4):325-328

    Resumo

    PROTOCOLO

    Rubéola na gestação

    Femina. 2026;54(4):325-328

    DOI 10.61622/0100-7254544202608

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    HIGHLIGHTS

    1.A imunidade para a rubéola deve ser documentada no início do acompanhamento de pré-natal (D).

    2.O diagnóstico da infecção materna aguda é realizado a partir da viragem sorológica (IgM rubéola-específica) ou pela presença de pesquisa positiva para o vírus (secreção nasal ou oral, urina, sangue ou liquor) (A).

    3.Quando documentada a infecção aguda materna, o acometimento fetal é diagnosticado principalmente por reação em cadeia de polimerase em líquido amniótico ou em material de biópsia de vilo corial (A).

    4.A vacinação para rubéola protege efetivamente contra a infecção subsequente, sendo a melhor estratégia para eliminar a síndrome da rubéola congênita (B).

    5. A vacinação para rubéola é contraindicada durante a gestação, pois há risco teórico de infecção fetal, devendo-se evitar a gestação por, pelo menos, 30 dias, após a vacinação contra esse agente (D).

    6.Gestantes que não possuam imunidade contra a rubéola devem ser vacinadas no pós-parto (D).

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    Rubéola na gestação
  • PROTOCOLO02/06/2026

    Tumores anexiais

    Femina. 2026;54(4):319-324

    Resumo

    PROTOCOLO

    Tumores anexiais

    Femina. 2026;54(4):319-324

    DOI 10.61622/0100-7254544202607

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    INTRODUÇÃO Tumores ou massas anexiais são comuns e frequentemente detectados por médicos de Atenção Primária e ginecologistas no exame clínico ou por meio de métodos de imagem. Eles podem se originar do ovário, da trompa de Falópio (tuba uterina), da mesossalpinge e mesmo do útero, como os leiomiomas intraligamentares. Apesar de menos comum, uma massa […]
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  • PROTOCOLO05/05/2026

    Sangramento uterino anormal

    Femina. 2026;54(3):277-235

    Resumo

    PROTOCOLO

    Sangramento uterino anormal

    Femina. 2026;54(3):277-235

    DOI 10.61622/0100-7254543202609

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    HIGHLIGHTS

    1.Sangramento uterino anormal consiste na primeira causa de procura por atendimento ginecológico, com dados demonstrando que três em cada dez mulheres brasileiras apresentam essa condição, com destaque ao sangramento intermenstrual.

    2.De acordo com a International Federation of Gynecology and Obstetrics, são considerados anormais ciclos que durem menos de 24 dias ou mais de 38 dias, com fluxo menstrual por 8 dias ou mais e volume de perda sanguínea referido pela mulher como intenso.

    3.As principais causas de sangramento uterino anormal são resumidas no mnemônico PALM-COEIN, dividindo-as em estruturais e não estruturais.

    4.O diagnóstico da etiologia do sangramento uterino anormal é fundamental para estabelecimento de tratamentos específicos, direcionados à causa, que podem ser clínicos ou cirúrgicos, visando não apenas ao controle da quantidade de sangue perdida, mas também à qualidade de vida da mulher com sangramento uterino anormal.

    5.Em geral, a primeira linha de tratamento do sangramento uterino anormal é medicamentosa, destinando-se o tratamento cirúrgico à falha ou contraindicação a tratamento clínico ou a casos de instabilidade hemodinâmica importante.

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    Sangramento uterino anormal
  • PROTOCOLO05/05/2026

    Náuseas e vômitos na gravidez

    Femina. 2026;54(3):220-226

    Resumo

    PROTOCOLO

    Náuseas e vômitos na gravidez

    Femina. 2026;54(3):220-226

    DOI 10.61622/0100-7254543202608

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    HIGHLIGHTS

    1.As náuseas e vômitos podem atingir até 85% das gestantes, mas a hiperêmese gravídica, sua forma mais grave, atinge entre 0,3% e 3% das gestações.

    2.A hiperêmese gravídica é um diagnóstico de exclusão. Os diagnósticos diferenciais incluem doenças do trato gastrointestinal ou urinário, sistema nervoso central, condições metabólicas ou da própria gravidez.

    3.A fisiopatologia não está bem estabelecida. A história pessoal de náuseas, enxaqueca ou hiperêmese em gestação anterior, gestação atual com maior massa placentária (ex.: gestação múltipla ou molar) ou história familiar são fatores de risco para a hiperêmese.

    4.O escore Pregnancy Unique Quantification of Emesis (PUQE) pode ser útil para avaliação da melhora dos sintomas e resposta ao tratamento. Pontuação PUQE superior a 6 sugere quadro moderado ou grave.

    5.Exames laboratoriais não costumam ser necessários em quadros leves. Para a avaliação de quadros moderados ou graves e para o diagnóstico diferencial, sugere-se a avaliação com hemograma, ionograma, sorologias, testes de função renal, hepática e tireoideana, amilase, sumário de urina e urocultura.

    6.Quadros leves podem ser manejados ambulatorialmente. Deve-se fazer orientações dietéticas e orientar a hidratação oral. Piridoxina e anti-histamínicos podem ser utilizados, bem como a ondansetrona e a metoclopramida orais.

    7.Quadros moderados ou graves exigem avaliação quanto à admissão hospitalar e cuidado por equipe multidisciplinar, de preferência que inclua avaliação nutricional e psicológica.

    8.Em mulheres internadas, deve-se preferir hidratação e medicações por via venosa. Ondansetrona e a metoclopramida venosas devem ser a primeira e a segunda escolha, respectivamente. Em caso de refratariedade dos sintomas, podem-se utilizar as fenotiazinas (prometazina, proclorperazina ou clorpromazina).

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    Náuseas e vômitos na gravidez
  • PROTOCOLO05/05/2026

    Toxoplasmose

    Femina. 2026;54(3):215-219

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    PROTOCOLO

    Toxoplasmose

    Femina. 2026;54(3):215-219

    DOI 10.61622/0100-7254543202607

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    INTRODUÇÃO A toxoplasmose é uma infecção com distribuição mundial, causada por Toxoplasma gondii, um protozoário parasita intracelular que infecta animais e humanos. A infecção por toxoplasma normalmente é assintomática em hospedeiros imunocompetentes. No entanto, podem ocorrer doenças graves, mais frequentemente no contexto de imunossupressão ou infecção congênita. O feto e o recém-nascido com infecção congênita […]
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  • PROTOCOLO24/03/2026

    Anticoncepção de emergência

    Femina. 2026;54(2):127-130

    Resumo

    PROTOCOLO

    Anticoncepção de emergência

    Femina. 2026;54(2):127-130

    DOI 10.61622/0100-7254542202608

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    HIGHLIGHTS

    1. Nenhum exame clínico ou teste de gravidez é necessário antes do fornecimento ou prescrição de anticoncepção de emergência (B).

    2. A utilização de anticoncepção de emergência oral com levonorgestrel é mais eficaz do que o regime hormonal combinado e está associada a menos episódios de náuseas e vômitos (A).

    3. As mulheres precisam ser avisadas de que a anticoncepção de emergência com levonorgestrel apresenta maior eficácia se iniciada até 72 horas após a relação sem proteção (B).

    4. As evidências sugerem que a utilização de anticoncepção de emergência com levonorgestrel após 96 horas da relação sem proteção é ineficaz (B).

    5. As evidências disponíveis até o momento sugerem que a anticoncepção de emergência oral administrada após a ovulação é ineficaz (B).

    6. O dispositivo intrauterino de cobre é o método mais efetivo de anticoncepção de emergência (A).

    7. Em mulheres obesas (com índice de massa corporal > 30 kg / m2), é possível que ocorra redução de eficácia na utilização anticoncepção de emergência com levonorgestrel (C).

    8. Se uma mulher já tomou anticoncepção de emergência uma ou mais vezes em um ciclo, pode novamente ser oferecida a anticoncepção de emergência oral após relação desprotegida no mesmo ciclo (D).

    9. As mulheres necessitam ser alertadas de que, após a utilização da anticoncepção de emergência oral, há risco de gravidez, se ocorrerem novas relações desprotegidas, pois a ovulação pode ocorrer mais tarde no mesmo ciclo (B).

    10. Após tomar anticoncepção de emergência oral, as mulheres devem ser aconselhadas a iniciarem imediatamente uma contracepção hormonal adequada. As mulheres precisam ser informadas de que devem usar preservativos de forma confiável ou se absterem de sexo, até que a contracepção se torne eficaz (D).

    11. No Brasil, as formas de anticoncepção de emergência disponibilizadas são o levonorgestrel via oral e o dispositivo intrauterino com cobre.

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    Anticoncepção de emergência
  • PROTOCOLO24/03/2026

    Infecção pelo vírus do herpes simples na gravidez

    Femina. 2026;54(2):122-126

    Resumo

    PROTOCOLO

    Infecção pelo vírus do herpes simples na gravidez

    Femina. 2026;54(2):122-126

    DOI 10.61622/0100-7254542202607

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    HIGHLIGHTS

    1. Avaliar no pré-natal a história de herpes genital (HG) da paciente e/ou do seu parceiro. Na situação de HG no parceiro recomendar abstinência sexual no terceiro trimestre,

    2. Na gestação, a suspeita de infecção por HG pode ser confirmada utilizando testes laboratoriais, preferencialmente com PCR para HSV 1 e 2, sempre que disponível. O diagnóstico diferencial deve ser feito com a sífilis e o herpes-zóster.

    3. O tratamento das crises deve ser feito com aciclovir ou valaciclovir e a duração do tratamento dependerá se é o primeiro episódio de HG adquirido na gravidez ou se são episódios recorrentes de HG preexistente. Quando o HG for adquirido no terceiro trimestre, a manutenção da terapia antiviral até o parto deve ser considerada.

    4. Gestantes com história clínica de HG prévio ou contraído durante a gravidez devem receber terapia antiviral supressiva a partir das 36 semanas, podendo ser iniciada antes quando houver risco de parto prematuro.

    5. Devido ao aumento da depuração renal, a dose usada para terapia supressiva na infecção recorrente na gravidez é maior que aquelas usada em mulheres não grávidas.

    6. Na ruptura pré-termo de membranas com presença de lesões ativas de HG o tempo de exposição fetal deve ser reduzido, mas abaixo de 34 semanas os riscos de HSV neonatal e da prematuridade precisam ser avaliados. Quando o manejo expectante for escolhido, o uso de antivirais é recomendado.

    7. A cesárea deve ser indicada: Na presença de lesões ativas ou sinais prodrômicos bem definidos (dor ou queimação vulvar no momento do parto), diante da possibilidade de eliminação viral. Se a infecção primária ocorrer no terceiro trimestre ou pelo menos 6 semanas antes do parto

    8. O pediatra precisa ser informado quando houver situações de exposição intraútero, periparto ou neonatal.

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    Infecção pelo vírus do herpes simples na gravidez
  • PROTOCOLO24/03/2026

    Doença trofoblástica gestacional maligna: neoplasia trofoblástica gestacional

    Femina. 2026;54(2):116-121

    Resumo

    PROTOCOLO

    Doença trofoblástica gestacional maligna: neoplasia trofoblástica gestacional

    Femina. 2026;54(2):116-121

    DOI 10.61622/0100-7254542202606

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    HIGHLIGHTS

    1. Origem da neoplasia trofoblástica gestacional.

    2. Tipos histopatológicos.

    3. Diagnóstico de neoplasia trofoblástica gestacional pós-molar e pós-gestações não molares.

    4. Estadiamento anatômico da International Federation of Gynecology and Obstetrics e escore de risco da International Federation of Gynecology and Obstetrics/Organização Mundial da Saúde.

    5. Tratamento quimioterápico.

    6. Resistência e recidiva.

    7. Indicações de cirurgia.

    8. Imunoterapia.

    9. Seguimento pós-tratamento.

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